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Muro da USP vira esqueleto de bambu quase dez anos após fracasso da vidraça instalada por Doria

  • Projeto original resultou em mortes de aves e tinha falhas estruturais; ex-prefeito não comentou e USP diz intensificar construção de barreira de plantas

  • Treliças colocadas há um ano deveriam ter trepadeiras, mas poluição e até furto de bromélias dificultam a manutenção

^27.jul.2026 às 13h04^
^Atualizado: 27.jul.2026 às 17h29^

^Clayton Castelani^

Quase uma década após o anúncio da substituição do antigo muro de alvenaria por painéis transparentes, a USP (Universidade de São Paulo) ainda patina para dar uma solução definitiva ao cercamento da sua Raia Olímpica, paralela à marginal Pinheiros, no Butantã (zona oeste).

A Folha esteve no local nos dias 20 e 23 de julho e constatou a visível dificuldade de avanço da mais recente tentativa de criar uma barreira segura sem custos excessivamente altos e que não prejudique a fauna –aves já morreram ao colidir com as vidraças.

Treliças de bambu foram instaladas sobre painéis remanescentes, que receberam adesivos de película plástica escura. O esqueleto de madeira também recobre grades metálicas. Aos poucos, o gradil vai substituindo vidraças que se rompem pela trepidação causada pelo tráfego pesado e até com tiros de arma de fogo disparados a partir de veículos, segundo funcionários da instituição.

Na atual proposta, a trama de caniços deve receber uma cobertura de trepadeiras. Sua função é ser uma barreira perceptível para os pássaros. É também alternativa mais barata do que cobrir os painéis que ainda existem ao longo dos 2,2 quilômetros da extensão do canal de regatas.

Um servidor que tem acesso a detalhes da manutenção afirmou que o custo da substituição de cada folha de vidro é de aproximadamente R$ 4.000 e que a troca por grades também é onerosa.

Para viabilizar a substituição parcial dos vidros e implantar o paisagismo, a universidade desembolsou mais de R$ 3 milhões de recursos próprios entre 2022 e 2026.

Enquanto as plantas não crescem, a cerca com materiais alternados tem aspecto de improviso e degradação.

A construção da barreira vegetal foi anunciada ainda em 2022. Em julho do ano passado, a universidade comunicou a demolição do último trecho do muro para a consolidação do corredor verde. Mas o jardim, assim como ocorreu com a vidraça, enfrenta furtos e vandalismo.

Enquanto os painéis de vidro atraem interessados em arrancar seus perfis de alumínio, os jardins são alvo de pessoas que retiram suas plantas. Um funcionário da administração da universidade relatou que, no Dia das Mães, diversos motoristas pararam seus carros na via expressa para apanhar bromélias.

A poluição do ar e os ventos também prejudicam a manutenção da área ajardinada, afirmou a prefeitura do campus da USP, em nota. A gestão informou, no entanto, que intensificou as ações de recuperação nos últimos quatro meses para garantir que a área cumpra sua função ambiental. O projeto prevê o uso de espécies nativas da mata atlântica e do cerrado, além do monitoramento contínuo da fauna.

Ao percorrer o local, a Folha observou jardins recentemente plantados em alguns trechos. No local, um funcionário relatou que há poucos dias uma empresa terceirizada retomou os serviços de paisagismo.

O cercamento da Raia Olímpica é alvo de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público de São Paulo contra a universidade. No final de maio, a Justiça intimou a USP a apresentar, em 30 dias, um relatório sobre o cumprimento integral da instalação dos jardins e das tramas de bambu devidamente cobertas com trepadeiras. Movimentações processuais desta semana apontam que a Justiça aceitou um pedido dos advogados da instituição para ampliar o prazo.

O imbróglio teve início em 2017, quando o então prefeito João Doria anunciou a troca do muro de concreto por 1,3 km de painéis de vidro, sob o argumento de integrar a Cidade Universitária à capital. A obra, acordada com a direção, foi orçada em mais de R$ 15 milhões, custeados inicialmente por doações de empresas.

O projeto, contudo, falhou rapidamente. Menos de duas semanas após a inauguração dos primeiros 500 metros, em abril de 2018, as placas começaram a trincar.

Os erros técnicos evidentes levaram o Ministério Público a intervir no caso. Empresas doadoras e prefeitura se afastaram, e a questão só foi pacificada quando a USP assumiu o fracasso do modelo de vidro, passou a arcar integralmente com os custos e propôs o corredor verde.

Servidores ligados à gestão do campus se queixam de que a USP aceitou o projeto original a contragosto, tendo sido forçada a engolir uma decisão política. A instituição é uma autarquia vinculada ao governo estadual, na época ocupado pelo atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Na ocasião, Doria e Alckmin eram do PSDB.

Idealizador do projeto e responsável pela articulação política que resultou no envidraçamento, Doria não quis comentar o caso ao ser procurado pela reportagem.

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), à qual a USP é vinculada, informou que não comentaria porque a universidade possui autonomia orçamentária e financeira para gerir seus próprios projetos.

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O lado oculto dos wearables: relógios inteligentes podem favorecer ansiedade e desconexão corporal

Smartwatches e apps prometem mais controle e bem-estar, mas, sem contexto, podem gerar culpa e abalar a saúde mental

^Por Isabella Abreu^
^16/05/2026 | 05h30^

Nunca tivemos tanto acesso a dados sobre o próprio corpo. Frequência cardíaca, qualidade do sono, passos, calorias, níveis de estresse. A promessa é sedutora: medir mais para viver melhor. Mas, na prática, o uso de relógios inteligentes e outros wearables vem revelando um paradoxo: aquilo que deveria promover saúde e autocuidado pode, em alguns casos, alimentar ansiedade, autocobrança e até perda de autonomia.

“O monitoramento contínuo é bastante útil quando ajuda a ampliar a consciência e orientar mudanças realistas de comportamento”, afirma Luiz Zoldan, gerente médico do Espaço Einstein de Saúde Mental e Bem-Estar. “Mas ele se torna problemático quando passa a ocupar um lugar central na regulação emocional da pessoa.” Se usados sem critério, relógios inteligentes e outros wearables podem alimentar ansiedade, autocobrança e até perda de autonomia.

No consultório, a endocrinologista Alessandra Rascovski tem visto um fenômeno cada vez mais comum: pacientes angustiados por causa de métricas. “Eu achei que dormi bem, mas o relógio disse que não”, relatam alguns. Para a especialista, que também é autora do livro Atmasoma - O equilíbrio entre a ciência e o prazer para viver mais e melhor (EV Publicações), o ponto crítico é quando o dado passa a competir com a percepção. “A tecnologia pode ser uma grande aliada. Ela mostra tendências, ajuda a acompanhar padrões e, quando bem interpretada, favorece decisões mais conscientes. O problema começa quando o número vira julgamento. Quando o score vira identidade. Quando o aplicativo passa a ditar o humor do dia”, avalia.

Zoldan observa que esse deslocamento pode vir acompanhado de sinais claros de alerta: dependência dos dados para decisões simples, irritação diante de indicadores ruins e uma necessidade constante de desempenho. “A pessoa deixa de usar os indicadores como referência e passa a ser usada por eles”, afirma.

A lógica da performance - tão presente no trabalho e na vida social - invade o cuidado com a saúde. Metas diárias deixam de ser guias e passam a funcionar como cobranças. Não bater o número esperado pode gerar uma culpa desproporcional, enquanto bons resultados oferecem uma sensação momentânea de validação.

A ilusão de controle

“A quantificação da saúde traz uma sensação de objetividade, mas pode induzir a uma ilusão de controle”, explica Zoldan. “E nem tudo que é relevante clinicamente é mensurável, e nem tudo que é mensurável é clinicamente relevante”, destaca.

Isso se torna especialmente problemático quando métricas são interpretadas de forma isolada. Oscilações normais - como uma noite mal dormida ou uma variação na frequência cardíaca - podem ser vistas como sinais de algo grave. O resultado é um ciclo de hipervigilância e ansiedade, fenômeno que alguns especialistas associam à “cybercondria”, ou seja, a preocupação excessiva com a saúde a partir de dados e informações fragmentadas.

O cérebro viciado em métricas

Segundo Alessandra, cada notificação ativa o sistema de recompensa do cérebro. “Existe um componente dopaminérgico envolvido na busca por números melhores, círculos fechados, metas cumpridas. O cérebro gosta de completar tarefas”, explica.

A questão é que esse mecanismo pode levar à hipervigilância, que é algo prejudicial à saúde. “Quando usamos wearables de forma contínua, sem critério, podemos cair em uma lógica de controle excessivo. Em vez de escuta corporal, passamos a depender de validação algorítmica. Em vez de perceber como nos sentimos, esperamos o gráfico nos dizer”, alerta.

Sono sob pressão: o risco da ortossonia

No caso específico do sono, os efeitos podem ser ainda mais evidentes. Segundo Rogério Santos da Silva, coordenador do núcleo de tecnologia da Academia Brasileira do Sono, o monitoramento pode ser útil para criar consciência sobre hábitos, como regular horários ou reduzir estímulos à noite, mas deixa de ser benéfico quando gera ansiedade ou comportamentos rígidos (tentar “forçar” o sono para melhorar números é um exemplo).

“O sono é um processo biológico espontâneo - quanto mais tentamos controlá-lo de forma excessiva, mais ele tende a se desorganizar”, afirma.

Um dos fenômenos associados a esse cenário é a ortossonia, isto é, a busca obsessiva por um sono “perfeito” com base em métricas. Entre os sinais de alerta estão checagem constante dos dados, ansiedade antes de dormir, frustração frequente com resultados considerados inadequados e desvalorização da própria percepção de descanso.

Além disso, embora os dispositivos tenham evoluído, eles ainda oferecem estimativas - não diagnósticos. “Métricas como ‘sleep score’ devem ser vistas como aproximações, e não como avaliação clínica”, diz Silva. Para questões como suspeita de insônia, apneia ou outros distúrbios, esses dados são insuficientes e a avaliação por um especialista é fundamental.

Como usar a tecnologia a seu favor

Para que os wearables sejam aliados - e não fontes de pressão -, o ponto de partida é mudar a forma de usá-los. Em vez de tratar as informações como verdades absolutas, o ideal é encará-las como referências que ajudam a identificar padrões ao longo do tempo. Como destaca Silva, esses dispositivos devem ser vistos como “ferramentas auxiliares, não como árbitros absolutos.”

Na prática, isso significa priorizar tendências, e não se prender a oscilações pontuais; evitar a checagem constante ao longo do dia; e flexibilizar metas, entendendo que o corpo não funciona de forma linear. Um dia ou outro fora do padrão não define sua saúde.

Outra estratégia importante é selecionar apenas algumas métricas realmente relevantes, em vez de acompanhar tudo ao mesmo tempo - o excesso de informação tende a confundir mais do que ajudar. Também é recomendável criar momentos sem monitoramento. “O descanso mental também faz parte do cuidado”, afirma Alessandra.

No fim, o uso equilibrado passa por integrar os dados com a percepção subjetiva. “A tecnologia pode ser uma ferramenta de autoconhecimento, desde que não se torne fonte de ansiedade. Se gerar culpa, comparação ou perfeccionismo, vale se perguntar: isso está ampliando minha consciência ou estreitando minha liberdade? Nenhum relógio substitui a capacidade de sentir o próprio corpo. Cuidar da saúde não é se vigiar. É se escutar”, enfatiza a endocrinologista.

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O lado oculto dos wearables: relógios inteligentes podem favorecer ansiedade e desconexão corporal

Smartwatches e apps prometem mais controle e bem-estar, mas, sem contexto, podem gerar culpa e abalar a saúde mental

^Por Isabella Abreu^
^16/05/2026 | 05h30^

Nunca tivemos tanto acesso a dados sobre o próprio corpo. Frequência cardíaca, qualidade do sono, passos, calorias, níveis de estresse. A promessa é sedutora: medir mais para viver melhor. Mas, na prática, o uso de relógios inteligentes e outros wearables vem revelando um paradoxo: aquilo que deveria promover saúde e autocuidado pode, em alguns casos, alimentar ansiedade, autocobrança e até perda de autonomia.

“O monitoramento contínuo é bastante útil quando ajuda a ampliar a consciência e orientar mudanças realistas de comportamento”, afirma Luiz Zoldan, gerente médico do Espaço Einstein de Saúde Mental e Bem-Estar. “Mas ele se torna problemático quando passa a ocupar um lugar central na regulação emocional da pessoa.” Se usados sem critério, relógios inteligentes e outros wearables podem alimentar ansiedade, autocobrança e até perda de autonomia.

No consultório, a endocrinologista Alessandra Rascovski tem visto um fenômeno cada vez mais comum: pacientes angustiados por causa de métricas. “Eu achei que dormi bem, mas o relógio disse que não”, relatam alguns. Para a especialista, que também é autora do livro Atmasoma - O equilíbrio entre a ciência e o prazer para viver mais e melhor (EV Publicações), o ponto crítico é quando o dado passa a competir com a percepção. “A tecnologia pode ser uma grande aliada. Ela mostra tendências, ajuda a acompanhar padrões e, quando bem interpretada, favorece decisões mais conscientes. O problema começa quando o número vira julgamento. Quando o score vira identidade. Quando o aplicativo passa a ditar o humor do dia”, avalia.

Zoldan observa que esse deslocamento pode vir acompanhado de sinais claros de alerta: dependência dos dados para decisões simples, irritação diante de indicadores ruins e uma necessidade constante de desempenho. “A pessoa deixa de usar os indicadores como referência e passa a ser usada por eles”, afirma.

A lógica da performance - tão presente no trabalho e na vida social - invade o cuidado com a saúde. Metas diárias deixam de ser guias e passam a funcionar como cobranças. Não bater o número esperado pode gerar uma culpa desproporcional, enquanto bons resultados oferecem uma sensação momentânea de validação.

A ilusão de controle

“A quantificação da saúde traz uma sensação de objetividade, mas pode induzir a uma ilusão de controle”, explica Zoldan. “E nem tudo que é relevante clinicamente é mensurável, e nem tudo que é mensurável é clinicamente relevante”, destaca.

Isso se torna especialmente problemático quando métricas são interpretadas de forma isolada. Oscilações normais - como uma noite mal dormida ou uma variação na frequência cardíaca - podem ser vistas como sinais de algo grave. O resultado é um ciclo de hipervigilância e ansiedade, fenômeno que alguns especialistas associam à “cybercondria”, ou seja, a preocupação excessiva com a saúde a partir de dados e informações fragmentadas.

O cérebro viciado em métricas

Segundo Alessandra, cada notificação ativa o sistema de recompensa do cérebro. “Existe um componente dopaminérgico envolvido na busca por números melhores, círculos fechados, metas cumpridas. O cérebro gosta de completar tarefas”, explica.

A questão é que esse mecanismo pode levar à hipervigilância, que é algo prejudicial à saúde. “Quando usamos wearables de forma contínua, sem critério, podemos cair em uma lógica de controle excessivo. Em vez de escuta corporal, passamos a depender de validação algorítmica. Em vez de perceber como nos sentimos, esperamos o gráfico nos dizer”, alerta.

Sono sob pressão: o risco da ortossonia

No caso específico do sono, os efeitos podem ser ainda mais evidentes. Segundo Rogério Santos da Silva, coordenador do núcleo de tecnologia da Academia Brasileira do Sono, o monitoramento pode ser útil para criar consciência sobre hábitos, como regular horários ou reduzir estímulos à noite, mas deixa de ser benéfico quando gera ansiedade ou comportamentos rígidos (tentar “forçar” o sono para melhorar números é um exemplo).

“O sono é um processo biológico espontâneo - quanto mais tentamos controlá-lo de forma excessiva, mais ele tende a se desorganizar”, afirma.

Um dos fenômenos associados a esse cenário é a ortossonia, isto é, a busca obsessiva por um sono “perfeito” com base em métricas. Entre os sinais de alerta estão checagem constante dos dados, ansiedade antes de dormir, frustração frequente com resultados considerados inadequados e desvalorização da própria percepção de descanso.

Além disso, embora os dispositivos tenham evoluído, eles ainda oferecem estimativas - não diagnósticos. “Métricas como ‘sleep score’ devem ser vistas como aproximações, e não como avaliação clínica”, diz Silva. Para questões como suspeita de insônia, apneia ou outros distúrbios, esses dados são insuficientes e a avaliação por um especialista é fundamental.

Como usar a tecnologia a seu favor

Para que os wearables sejam aliados - e não fontes de pressão -, o ponto de partida é mudar a forma de usá-los. Em vez de tratar as informações como verdades absolutas, o ideal é encará-las como referências que ajudam a identificar padrões ao longo do tempo. Como destaca Silva, esses dispositivos devem ser vistos como “ferramentas auxiliares, não como árbitros absolutos.”

Na prática, isso significa priorizar tendências, e não se prender a oscilações pontuais; evitar a checagem constante ao longo do dia; e flexibilizar metas, entendendo que o corpo não funciona de forma linear. Um dia ou outro fora do padrão não define sua saúde.

Outra estratégia importante é selecionar apenas algumas métricas realmente relevantes, em vez de acompanhar tudo ao mesmo tempo - o excesso de informação tende a confundir mais do que ajudar. Também é recomendável criar momentos sem monitoramento. “O descanso mental também faz parte do cuidado”, afirma Alessandra.

No fim, o uso equilibrado passa por integrar os dados com a percepção subjetiva. “A tecnologia pode ser uma ferramenta de autoconhecimento, desde que não se torne fonte de ansiedade. Se gerar culpa, comparação ou perfeccionismo, vale se perguntar: isso está ampliando minha consciência ou estreitando minha liberdade? Nenhum relógio substitui a capacidade de sentir o próprio corpo. Cuidar da saúde não é se vigiar. É se escutar”, enfatiza a endocrinologista.

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^Transcrevendo aqui porque sei que muita gente não quer ou, principalmente, não pode/consegue abrir o Instagram, mas a quem puder, pelo menos acessa o link e dá uma força (visualiza, curtem segue, comenta... O que quiser/puder); o conteúdo do canal é realmente muito bom.^

Seu smartwatch acerta os batimentos, mas mente sobre as calorias, segundo estudo de 2026

Smartwatches viraram item de rotina para monitorar treino, mas a precisão deles em frequência cardíaca (FC) e gasto energético (GE) ainda era pouco caracterizada entre modalidades diferentes.

O estudo comparou quatro relógios comerciais:
Apple Watch Series 7;
Samsung Galaxy Watch 4;
Fitbit Charge 5;
Garmin Vivosmart 5.

Os quatro relógios foram testados contra os padrões ouro: eletrocardiograma para comparar com frequência cardíaca e calorimetria indireta para comparar com gasto calórico.

62 homens adultos saudáveis fizeram protocolos padronizados de exercício aeróbio (esteira, em zonas de intensidade pela fórmula de Karvonen) e de força (supino, agachamento, remada T-bar e terra, a 10 repetições máxima), usando os quatro relógios ao mesmo tempo.

FC no aeróbio: todos os relógios foram excelentes.
Correlações fortes com o eletrocardiograma (r = 0,67–0,97), confiabilidade altíssima (ICC > 0,94) e limites de concordância estreitos (± ~10 bpm).

FC na musculação: também muito boa (correlações r > 0,95, ICC até 0,99), mas com uma ressalva: só o Apple Watch não diferiu significativamente do eletrocardiograma.
Galaxy, Fitbit e Garmin mostraram atraso ("lag") ao captar picos rápidos de FC entre séries.

Por que a FC funciona bem
O punho foca relativamente estável segurando o equipamento, e os movimentos rítmicos do aeróbio geram sinal limpo e fácil de corrigir por acelerômetro.

Gasto energético (calorias) Aqui a história muda completamente. Todos os relógios erraram, superestimando o gasto energético de forma consistente no aeróbio, com limites de concordância largos.

Na musculação foi pior ainda
As correlações com a calorimetria foram fracas (r = 0,10–0,34) e a confiabilidade ruim (ICC < 0,45). Apple, Galaxy e Garmin superestimaram muito. O gasto médio na musculação foi 143 kcal e os relógios reportaram quase o dobro.

A raiz do problema
Frequência cardíaca é um sinal medido diretamente; caloria é um valor inferido por algoritmos proprietários (não divulgados) que combinam frequência cardíaca, movimento e dados do usuário.
A relação entre frequência cardíaca e consumo de oxigênio deixa de ser linear em alta intensidade e no padrão intermitente da força; assim, o erro se acumula.

Conclusão prática:
Use o relógio para monitorar intensidade e treinar por zonas de FC; nisso ele é confiável.
Mas encare o número de calorias com desconfiança, especialmente na musculação. Ele serve mais para acompanhar tendências relativas do que como valor absoluto.

Referência: Lee et al. (2026). Comparative Validity of Smartwatch-Derived Heart Rate and Energy Expenditure During Endurance and Resistance Exercise. Sensors, 26(8), 2526.

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Suplemento de magnésio: o que funciona e o que é mito, segundo as evidências

O magnésio tornou-se um dos suplementos mais populares, mas suas reais funções fisiológicas são frequentemente confundidas com benefícios clínicos que, em pessoas saudáveis, não estão bem comprovados.

^Por Maria Izquierdo-Pulido, Isabella Parilli Moser, Maria Fernanda Zeron Rugerio^
^09/07/2026 03h00 Atualizado há um dia^

O magnésio se tornou um dos suplementos mais populares atualmente. Os motivos para tomá-lo são variados: dormir melhor, reduzir o estresse, prevenir cãibras, ter mais energia ou evitar deficiências. As redes sociais ampliaram sua popularidade, e muitas pessoas tomam magnésio com a ideia de que é uma solução simples para se sentirem melhor.

O problema é que funções fisiológicas reais costumam ser confundidas com benefícios clínicos da suplementação com magnésio que, em pessoas saudáveis, não estão suficientemente comprovados. Mas o que a ciência realmente diz sobre o assunto?

Suplementos não compensam dieta inadequada

O magnésio é um mineral essencial. Ele participa de centenas de reações enzimáticas e é necessário para o metabolismo energético, o funcionamento muscular e nervoso, a síntese de proteínas, a manutenção dos ossos e o equilíbrio eletrolítico. Uma ingestão insuficiente pode estar associada a fadiga, fraqueza ou distúrbios neuromusculares.

Mas uma coisa é o magnésio ser essencial, e outra bem diferente é que sua suplementação seja útil para todos. Na nutrição, mais nem sempre significa melhor. Na verdade, o benefício de um suplemento, seja de vitaminas ou minerais, fica claro quando há uma deficiência. Por outro lado, o efeito é muito menos evidente quando as necessidades alimentares já estão sendo atendidas.

As melhores fontes alimentares de magnésio são grãos integrais, vegetais de folhas verdes, leguminosas, nozes, sementes e cacau puro. Para muitas pessoas, incorporar mais desses alimentos na sua dieta faria mais sentido do que tomar uma cápsula. Um suplemento não melhora uma alimentação inadequada: ele apenas a substitui de forma ilusória. Confiar em um comprimido para compensar o que não comemos é nos enganarmos — e é uma ideia que, infelizmente, é muito lucrativa para quem a comercializa.

Na União Europeia (UE), existem alegações de saúde autorizadas para o magnésio: que contribui para reduzir o cansaço, para o metabolismo energético normal e para o funcionamento normal dos músculos e nervos. Essas alegações são fisiologicamente verdadeiras, mas não significam que um suplemento de magnésio atue como um energizante ou relaxante universal. Elas simplesmente indicam que o corpo precisa desse mineral para funcionar adequadamente.

As promessas versus o que diz a ciência

Também se popularizou a ideia de que cada problema requer uma forma específica de magnésio: citrato para a constipação, bisglicinato para o sono, malato para a fadiga, treonato para o cérebro.

É verdade que diferentes sais variam em termos de absorção e tolerância digestiva, mas provar que um sal específico é clinicamente superior para o sono ou para reduzir o estresse em pessoas saudáveis é outra questão. Esse “livro de receitas de sais” é hoje mais uma estratégia de marketing do que uma conclusão científica.

A ciência relativiza cada uma dessas alegações. O sono é uma das mais populares: o magnésio está envolvido nos processos de excitabilidade e relaxamento neuromuscular, o que lhe confere uma base biológica plausível.

As evidências clínicas disso, no entanto, são bastante limitadas: um ensaio clínico recente em adultos com baixa qualidade do sono aponta para uma redução modesta no tempo necessário para adormecer.

Assim, são necessários mais estudos clínicos, com amostras maiores e medidas objetivas do sono antes que se possa afirmar com segurança que o magnésio melhora a qualidade do sono. De fato, a União Europeia não aprovou nenhuma alegação de saúde que relacione o magnésio à melhora do sono.

Uma situação semelhante se aplica às cãibras musculares. As revisões disponíveis não mostram um benefício claro em pessoas com cãibras regulares, e a ideia de que “o magnésio elimina as cãibras” é simplista demais.

Quando se trata de energia, o corpo não funciona como um tanque que pode ser abastecido indefinidamente: se suas necessidades já estiverem atendidas, adicionar mais magnésio não produz mais energia. O benefício esperado é corrigir uma deficiência, não transformar um mineral em um estimulante.

Mineral não é inofensivo em qualquer quantidade

O magnésio que obtemos dos alimentos raramente causa problemas, mas suplementos em altas doses, por outro lado, podem provocar diarreia, náusea e dor abdominal.

Em pessoas com doença renal ou que tomam certos medicamentos, o risco é maior. Além disso, ele pode interferir com alguns antibióticos e medicamentos para osteoporose se tomado ao mesmo tempo.

Tudo isso leva a uma reflexão mais ampla. Em uma população saudável, a maioria dos suplementos alimentares não é necessária se a alimentação for suficiente, completa e equilibrada. Alguns podem ser úteis em situações específicas — deficiências diagnosticadas, necessidades aumentadas ou indicações clínicas —, mas isso não justifica seu uso generalizado.

O problema não é apenas o produto, mas também a mensagem que o acompanha. A ideia de que um comprimido pode compensar a falta de sono, o estresse crônico ou hábitos pouco saudáveis é muito atraente do ponto de vista comercial, mas atende mais aos interesses do mercado do que às reais necessidades de saúde pública. O magnésio não é uma moda sem fundamento: é um nutriente essencial com funções muito importantes.

A pergunta não deveria ser “qual suplemento está faltando para mim?”, mas sim “eu realmente preciso disso ou simplesmente me venderam uma boa ideia?”. A melhor recomendação continua sendo aquela que parece “menos atraente”, mas também é a mais sensata: primeiro, a alimentação; e somente quando necessário, a suplementação devidamente prescrita por um profissional de saúde.

Maria Izquierdo-Pulido recebe financiamento para pesquisa do Ministério da Ciência, Inovação e Universidades do governo da Espanha.
Isabella Parilli Moser recebe financiamento para pesquisa do Ministério da Ciência, Inovação e Universidades do governo da Espanha.
Maria Fernanda Zeron Rugerio recebe financiamento para pesquisa do Ministério da Ciência, Inovação e Universidades do governo da Espanha.

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'Novo tipo de insônia': conheça o hábito de adiar o sono para ter mais tempo de diversão

Fruto do excesso de trabalho e demandas, novo tipo de insônia pode trazer problemas de saúde

^Por Raquel Pereira — Rio de Janeiro^
^07/07/2026 11h52 Atualizado há 2 dias^

Nicóli Tombini, de 21 anos, acorda todos os dias às 6h. Mas sua hora de dormir é cada vez mais tarde, sempre postergada por conta de outras atividades que se tornaram parte de sua rotina. Meia-noite, 1h, 2h: o tempo passa e ela continua a ler o livro que estava na sua lista há meses. O sono pode esperar.

A jovem faz parte de um fenômeno crescente, descrito por especialistas como “vingança na hora de dormir”. A expressão se refere ao hábito de empurrar a hora de repousar para abrir espaço para atividades prazerosas depois das demandas do dia. A tal vingança consiste em usar o tempo destinado ao descanso para ganhar um senso de liberdade de se fazer apenas o que a vontade determina.

No início de sua carreira como professora, Nicóli teve neste ano um aumento de carga de trabalho. Virou procrastinadora do sono e já sente as consequências: a ansiedade desencadeada pelo encurtamento do descanso.

— Eu faço três cursos de graduação e trabalho em duas escolas, então fica difícil conciliar tudo — relata.

O fenômeno foi descrito pela primeira vez para tratar de jovens chineses, que costumam encarar jornadas de trabalho em torno das 12 horas diárias. A expressão “vingança na hora do sono” ganhou popularidade depois de um post da jornalista chinesa Daphne K. Lee que viralizou nas redes sociais.

A pneumologista Erika Treptow, pesquisadora do Instituto do Sono, explica que o comportamento é uma forma de procrastinação com uma característica diferente da usual: quem adere costuma saber que pagará um preço alto pela atitude.

— É um pouco diferente de procrastinar algo chato. Quem adia o sono sabe que dormir é bom, mas quer se dar aquele tempo de lazer. A noite acaba sendo o momento em que a pessoa se torna dona do próprio tempo — afirma Treptow.

Essa procrastinação pode significar tanto ir para a cama mais tarde como, já deitado, entregar-se ao lazer nos dispositivos eletrônicos. Um episódio da série favorita acaba virando uma maratona.

Efeitos na mente

Um estudo da Sociedade de Pesquisa do Sono de Oxford mostrou que indivíduos que engajam em altos níveis de procrastinação na hora de dormir têm mais sintomas de depressão e ansiedade, além sofrerem mais risco de insônia e terem sono pior.

Trabalhos recentes apontam que o fenômeno é mais comum em jovens entre 20 e 30 anos, que têm mais energia para sustentar as noitadas de lazer. Com a agenda cheia, eles encontram na noite um momento de fazer aquilo que não coube ao longo do dia.

Outro traço comum no comportamento vingativo é o fato ser uma escolha impulsiva, sem planejamento prévio. Augusto Fugulim, de 26 anos, observa que se “vinga” após dias consecutivos de jornadas de dez horas no trabalho, sem grandes prazeres.

— Nunca é algo pré-planejado, acontece naturalmente, porém quando eu percebo que estou “me vingando” não me permito parar e dormir — relata o jovem.

Para Treptow, existe uma tendência mundial de alta demanda profissional, na qual a dedicação das pessoas é cobrada em horários fora de expediente. No caso dos jovens, há ainda outros fatores típicos da fase da vida.

— O jovem tem algumas questões como a dupla jornada, de estudo e trabalho. O autocontrole às vezes continua em formação, ele quer muito ser compensado pelo seu esforço. E existe algo fisiológico. Na adolescência a tendência é dormir mais tarde e acordar mais tarde — esclarece.

Silvia Conway, psicóloga clínica formada pela Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora da Associação Brasileira do Sono, explica que, por conseguirem se recuperar rápido das noites de pouco sono, os jovens se privam do descanso. Depois tentam compensar em outros momentos livres, como no fim de semana.

Relógio biológico

Existem ainda os cronotipos, perfis de como cada pessoa lida com o ritmo biológico. As matutinas preferem acordar nas primeiras horas da manhã e dormir cedo; as vespertinas costumam acordar mais tarde e ter picos de produtividade à noite. Já as intermediárias conseguem se adaptar a diferentes rotinas.

O fator cronotipo de cada um influencia diretamente nas escolhas sobre a hora de dormir. Até os 18 anos, todos os seres humanos tendem ao perfil vespertino, com picos de energia durante a tarde e à noite. Já a partir dos 30 anos, segundo a teoria de ontogênese do sono, o perfil matutino passa a ser dominante.

— No Brasil, 60% da população têm um perfil biológico intermediário. Se chega tarde em casa, dorme tarde, se chega cedo, dorme cedo. Desde que isso seja ritmado, a pessoa consegue seguir assim. Os outros 40% são distribuídos por igual entre tendência matutina e vespertina — destaca Conway.

Pessoas que moram em cidades grandes e enfrentam a agitação da vida urbana diariamente têm mais predisposição a ter problemas de insônia a longo prazo.

— A procrastinação é mais comum nos grandes centros. Se a pessoa já trabalha bastante e ainda encara o deslocamento, não sobra tempo para mais nada. Essas pessoas têm uma chance maior de adiar hora de dormir. Elas pensam: “não tive nenhum momento feliz hoje” — Conway explica.

Em pesquisa recente da Proceedings of the National Academy of Sciences, o estresse foi relacionado diretamente ao envelhecimento do sistema imunológico, o que faz o corpo ter respostas menos ordenadas às ameaças feitas ao organismo. Isso também pode afetar o sono, porque nessa condição o cérebro fica mais ativo.

A pandemia também interferiu no ciclo circadiano da população. Segundo estudo de 2020 da Associação Brasileira do Sono, a duração média do descanso noturno no país passou de 7,12 horas por dia para 6,23. Os riscos de não dormir o suficiente são perda de memória, obesidade e maior ocorrência de problemas cardiovasculares.

Duração ideal

É consenso entre especialistas que o corpo humano necessita de sete a nove horas de sono por dia para seus processos biológicos. O descanso abreviado não pode ser recuperado. Ou seja, a técnica de compensar a semana insone no fim de semana não faz sentido do ponto de vista científico.

— As pessoas costumam achar que dormir é sinônimo de não querer trabalhar, mas é o contrário. Estudos mostram que quem dorme a quantidade de horas diária adequada é mais produtivo, criativo, tem mais capacidade de convivência — ressalta Erika Treptow.

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[-] capebalo@lemmy.eco.br 2 points 2 months ago

Eu acho que depende do seguro e do tipo de furto (e consequentemente de como ela foi deixada no poste). Eu tenho o da Bike Registrada e, até onde sei, se for furto qualificado (estiver com cadeado e arrombarem ele; o furto simples seria eu só deixar ela lá apoiada, sem prender, e o cara passar levando) eles cobrem; e mesmo aí tem que ver as regras do seguro, porque falam que alguns cobrem só se for u-lock (se for corrente, cabo de aço, etc., não cobre).

[-] capebalo@lemmy.eco.br 2 points 1 year ago

Teve uma época que eu tava querendo usar menos o Reddit e desinstalar o app e ficar só no navegador ajudou demais, em parte pela questão de não ter notificações. Mas no geral eu gosto de receber as notificações e acho que hoje não têm me atrapalhado.

[-] capebalo@lemmy.eco.br 1 points 1 year ago

Pô, o Voyager foi justamente o primeiro que eu excluí aqui do teste que tô fazendo justamente porque ele também não notifica (não notifica, né?). Agora tô entre o Boost e o Sync.

Obrigado!

[-] capebalo@lemmy.eco.br 2 points 1 year ago

Você provavelmente vê um "@lemm.ee" do lado do meu nome, mas não vê nenhum "@lemmy.eco.br" do lado do nome de nenhum usuário.

Fui dar uma olhada e fica assim mesmo. Obrigado pelo toque!

[-] capebalo@lemmy.eco.br 1 points 1 year ago* (last edited 1 year ago)

Algumas coisas eu acabei fazendo pelo navegador porque achei mais fácil, mesmo (tipo criar comunidade), mas fui testar aqui agora e ele tem aquele mesmo problema do Jerboa - não consigo pesquisar aqui no "Tecnologia", por exemplo. Além de não ter aquela ferramenta simples de "pesquisar nesta comunidade", quando mando procurar ela lá na barra de pesquisas, ele não encontra:

ele não encontra.

Edit.: acho que falei besteira. Fui refazer o teste, aqui, e parece que essas que aparecem só como "Tecnologia", sem especificar a instância, já são as do ".eco.br". Imagino que por estarem na instância de origem da minha conta, elas não especifiquem.

[-] capebalo@lemmy.eco.br 3 points 1 year ago

Uso Androide e, até então, estava usando o Jerboa porque gostei do fato de ele ser desenvolvido pelo pessoal do Lemmy.

Tô tentando ficar mais ativo por aqui e cheguei a fazer uns posts/comentários recentemente, mas percebi que eu não tava recebendo respostas. Só pensei "ah, o negócio ainda tá muito vazio, normal ninguém responder".

Aí dia desses, olhando o app mais atentamente, percebi lá (dentro dele, não naquele numerozinho que fica no ícone do app) a parte que mostra as novas notificações - eu tinha tido algumas respostas, o app que não tinha notificado. Olhando nas configurações do Android, vi que o Jerboa sequer tem opção de habilitar notificações (ou seja, provavelmente ele não notifica, mesmo).

Além dessa questão de não notificar, tive dificuldade inclusive pra pesquisar aqui na comunidade sobre o tema desse post - não encontrei uma função direta pra pesquisar na comunidade; a única função de pesquisar que encontrei você precisa ativamente especificar onde quer pesquisar, mas não consegui encontrar essa comunidade lá na busca.

Pois bem, instalei o Boost, o Sync e o Voyager, que me parecem os maiores, pra ir testando, mas além dos testes, fiquei curioso pra saber qual é o "queridinho" da comunidade e os motivos para tal. Ter muitas opções às vezes é tão difícil...

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capebalo

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